Laboratório de Habitação e Ação Social da Asces-Unita inicia atividades e oferece projetos arquitetônicos gratuitos para famílias de baixa renda

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Foram iniciadas em abril, no Centro Universitário Tabosa de Almeida (Asces-Unita), as atividades do Laboratório de Habitação e Ação Social (LABHAS), projeto de extensão ligado ao curso de Arquitetura e Urbanismo. A criação do laboratório tem como objetivo promover assistência técnica em arquitetura e urbanismo para populações em situação de vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que proporciona formação prática e ética aos estudantes.

De acordo com Andreza Procoro, coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo, o objetivo é que o estudante conheça, na prática, o papel social do arquiteto, em conformidade com a Lei Federal nº 11.888/2008, que assegura assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitações de interesse social a famílias de baixa renda. Ela explica como a iniciativa funciona: “A nossa ideia é desenvolver projetos de habitação, seja do zero ou de reforma, em residências com até 70 metros quadrados de área construída”, detalhou.

Podem se inscrever famílias com renda de até três salários mínimos que atendam aos critérios do programa. A inscrição é feita por meio de um formulário on-line, disponibilizado pela instituição. Após uma triagem, o primeiro atendimento é agendado: “Nesse primeiro contato, é feita uma escuta do usuário para entender quais são as demandas para a obra. Se for necessária a realização de levantamento arquitetônico do terreno ou do imóvel, o professor vai ao local com a equipe, faz o levantamento e os estudantes desenvolvem o projeto arquitetônico completo”, explicou a coordenadora.

As atividades de atendimento ao público são realizadas no Campus II do Centro Universitário duas vezes por semana, mediante agendamento prévio. Ao final de cada projeto, as famílias beneficiadas têm acesso ao projeto executivo final, acompanhado do Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) assinado pelo professor coordenador do laboratório: “Nós temos a consciência de que essa atividade extensionista pode contribuir demais para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Queremos que esses projetos tragam conforto, bem-estar e funcionalidade a esses lares”, ponderou Andreza.

E, se por um lado famílias de baixa renda são beneficiadas com projetos arquitetônicos, por outro, os estudantes têm a vivência real da rotina profissional de um arquiteto: contato com clientes reais, cumprimento de prazos, desenvolvimento de projetos executivos e a consciência do impacto social da profissão. Além disso, por ser uma atividade de extensão obrigatória na Asces-Unita, a ação garante que todo formando tenha passado por essa experiência prática de auxílio à comunidade.

Atualmente, o LABHAS é formado por um grupo de 10 estudantes do 5º período, que passaram por um processo seletivo realizado no início do semestre. A ideia é que a equipe seja renovada a cada semestre, para que todos os alunos do curso tenham a oportunidade de participar do projeto.